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Alice Shintani | Quimera
Por Paulo Sérgio Duarte

Tudo é tomado pela cor numa eloquente demonstração do território expandido da pintura. Esta, ao contrário do que anunciavam seus obituários ao longo de todo o século passado, se renova e se transforma. Aqui somos envolvidos por uma imaginação pictórica que se distancia das práticas tradicionais. Espaço e pintura se encontram numa rara simbiose. Uma estrutura delicada percorre todos os caminhos sugeridos ao olhar; não é um esqueleto, é uma espécie de sutil cartilagem cromática que nos captura. E essa cor, outrora quase kitsch, se torna sedutora. É diferente de uma instalação, por isso é melhor recorrer ao termo ambiente para designar essa Quimera que nada tem de assustador ou irreal. Quando somos acolhidos por esse local redefinido, podemos, por um instante, esquecer todo o resto e, ainda que de modo provisório, aceitar que a artista nos proporcione todo um mundo de sensações no qual o olho e o corpo não podem se separar nunca. E nesse momento este ambiente é o mundo todo.

Texto sobre a participação na mostra Rumos Artes Visuais 2008-2009, Trilhas do Desejo.


 


Texts:

Computer Games and Phantasms | Stefanie Hessler, 2011

Pintura como Expansão | Felipe Scovino, 2010

Morangos | Alice Shintani, 2009

Alice Shintani | Fundação Iberê Camargo, 2009

Quimera | Paulo Sérgio Duarte, 2009

Entrevista | Jornal NippoBrasil, 2009

Ecologias do Olhar | Juliana Monachesi, 2008

On Atari Series. Interview to Gee Magazine | Oliver Klatt, 2008

Entre o silêncio e a dissonância | Fernanda Albuquerque, 2007

Quimera | Guy Amado, 2007

Antimateria | José Bento Ferreira, 2007



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